sábado, 17 de fevereiro de 2018

Correção do teste de 5 de Fevereiro 2018


Foto de Henri Cartier Bresson

Grupo III

ANÁLISE LÓGICA DO TEXTO:
1. 
Tema: Procedimentos a ter numa discussão

Problema: Que procedimentos devemos ter para que a nossa tese seja aceite numa discussão?

Tese: Numa discussão devemos dissimular a conclusão e apresentar as premissas com clareza.

Corpo argumentativo: Em geral, numa discussão, frente a uma pessoa que defende o oposto, temos a tendência em virtude da nossa impaciência de gritar a conclusão antes de qualquer argumento, antes de qualquer premissa. Esse procedimento torna o nosso oponente rebelde a qualquer ideia que possamos acrescentar e incapaz de aceitar o que dizemos pois nem sequer nos vai ouvir. Por isso, devemos começar por ocultar a conclusão e expor com clareza os nossos argumentos (premissas) assim o nosso oponente chegará por ele à conclusão que queremos que chegue ficando com a ideia de que foi ele que retirou essa conclusão e não nós que o guiámos.

Conceitos: Conclusão, premissas, discussão.

2. Falácia é um argumento logicamente inválido pois não satisfaz as regras de validade lógica mas que recorre a estratégias psicológicas e emocionais para parecer válido.

3. A lógica formal investiga as condições de validade dos argumentos dedutivos, aqueles cuja validade depende da sua forma e não do conteúdo expresso. A validade dos argumentos estudados é formal, isto é independente do auditório, do conteúdo ou do contexto em que argumentamos. As regras da validade formal são universais, isto é, são iguais para todos e em qualquer situação. Nos argumentos dedutivos dadas as premissas verdadeiras e se o argumento seguir as regras de validade, a conclusão não pode ser falsa.

Quanto à lógica informal estuda argumentos indutivos, de analogia e autoridade. Neste tipo de argumentos não têm uma validade formal, a sua validade depende do conteúdo da informação que utilizamos, das provas que temos  do contexto e do auditório que os vai ouvir e apreciar. A conclusão de um argumento informal é apenas provável e não decorre necessariamente das premissas isto é, as premissas podem ser verdadeiras e a conclusão, mesmo assim pode ser falsa.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Relatório Mafalda 10E.



Encontramos uma conexão ainda mais directa entre o conceito de acção e conceitos como responsabilidade, culpa, bem e mal. Se há algo pelo qual somos responsáveis, então deve haver alguma coisa que depende de nós, algo que podemos fazer ou que podíamos ter feito. Se estas palavras têm sentido, então nem tudo pode depender das circunstâncias ou dos meros acontecimentos. Queremos que tenham sentido, por isso queremos que existam acções.

Mas haverá alguma acção? Esta questão pode parecer bizarra, até porque haverá algo mais evidente do que isto? A filosofia, no entanto, não se permite ficar satisfeita com esse nível da evidência. Seria seguramente falso negar que desenhamos uma linha ténue entre acontecimentos e aquilo que pensamos serem acções. Mas isto não é uma prova nem da validade desta distinção nem da existência de acções. Podemos estar enganados. A filosofia da acção começa quando paramos de atribuir valor a essas pressuposições diárias.

Se existem ou não acções não é algo que possamos responder através da observação directa. Aqueles que duvidam da existência de acções não estão a questionar aquilo que todos percebem. Estão a questionar o facto de saber se os conceitos que habitualmente usamos para descrever e interpretar essas observações são apropriados ou até consistentes. Se não são, leva-nos a uma resposta negativa à nossa questão: se acção é um conceito inconsistente, não pode haver acções, do mesmo modo que não pode haver círculos quadrados. Logo, a própria análise do conceito de acção é um tópico central da filosofia da acção.

Suspeitas acerca da própria consistência do conceito de acção, bem como acerca da distinção entre acções e acontecimentos, podem aparecer mesmo ao nível das perspectivas científicas. Se levamos a ciência a sério, então somos obrigados a reflectir sobre a possibilidade de reconciliar a visão científica com a concepção comum da realidade, já que elas parecem ser, se não contraditórias, pelo menos altamente díspares. As perspectivas científicas congratulam-se com acontecimentos explicados por outros acontecimentos anteriores ou por outros acontecimentos simultâneos com a ajuda de leis. Mas se pensarmos em nós como agentes, concebemo-nos como seres capazes de iniciar alterações no mundo independentemente da sua história prévia. Agentes e acções, então, enfrentarão dificuldades se procurarem um lugar no plano científico.

A atitude de suspeição ou de cepticismo relativamente à acção apresenta-se de formas diversas, desde propostas eliminativistas até propostas mais ou menos reducionistas. Para que o leitor fique com uma ideia do que possa ser uma atitude reducionista, comecemos com um episódio que ninguém hesitaria classificar como acção: beber um copo de água. Que direito temos de chamar isto de acção e não apenas de acontecimento? Onde reside o carácter adicional deste episódio? O que fiz eu? A água entra na minha boca como efeito da gravidade. Este movimento, por sua vez, foi provocado pelo movimento do copo. Onde está a acção aqui? Bem, alguém pode sempre dizer que se causei o acontecimento, então agi. Mas pense que este movimento pode ser exactamente causado pelo movimento da minha mão e do meu braço, que por sua vez foram causados por alguns movimentos de contracção dos músculos, que por sua vez foram provocados por alguns disparos neuronais, e assim sucessivamente. Uma acção assim parece dissolver-se e reduzir-se a uma sequência de acontecimentos. A nossa distinção vulgar entre acções e acontecimentos começa a desvanecer-se; parece que chamamos "acção" ao que na realidade não é mais do que uma série de eventos causalmente relacionados. Apelar para desejos não resolve a questão, já que o nosso desejo por água é provavelmente um estado causado por privação orgânica. A cadeia de eventos estende-se cada vez mais no passado e parece nada haver que nós, como agentes, tenhamos iniciado, nenhuma acção, só sempre mais e mais acontecimentos. Então as acções parecem não ser outra coisa senão sequências específicas de acontecimentos.

Carlos J. Moya
1. Elabore um resumo do texto.
2. A partir do texto distinga ação e acontecimento.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

ÉTICA. QUE FUNDAMENTO? TRABALHOS DE LEITURA E INVESTIGAÇÃO

Textos de Fernando Savater, Ética para um jovem

GRUPO 1 BRUNA P, SOFIA FORT, MAFALDA, CATARINA LAGE
Capítulo 1. De que trata a ética e Capítulo 2. Ordens, costumes e caprichos

GRUPO 2 - BRUNA C, JOANA, MARISA E SEBASTIAN
Capítulo 3. Faz o que quiseres e Capítulo 4. Tem uma vida boa

GRUPO 3 - VÃNIA, MICAELA, MARIANA M E GUILHERME B
Capítulo 5. Acorda, Baby!  e Capítulo 6. O grilo de pinóquio entra em cena

GRUPO 4 - DIOGO, JOÃO S, MARCO e NUNO
Capítulo 7. Põe-te no seu lugar e Capítulo 8. Gostar e gostar

GRUPO 5 - GUILHERME N, CATARINA P, SOFIA FERREIRA e CÁTIA
Viver eticamente - páginas 116 à 125 do Manual de Filosofia

GRUPO 6 - BEATRIZ, JÚLIO, KAREN e DOMINICK
A ética deontológica de Kant -páginas 126 a 131 do Manual de Filosofia

GRUPO 7 ÉTICA UTILITARISTA DE STUART MILL - páginas 134 a 137 do Manual de Filosofia

GRUPO 8 - CARLOS, KEVIN, RAFAEL  e SALVADOR
RELAÇÃO ENTRE A ÉTICA DEONTOLÓGICA E A ÉTICA UTILITARISTA -Páginas 138 A 144 DO Manual de Filosofia

Objectivos:
1. Analisar e resumir o texto nas suas linhas fundamentais.
2. Fazer o levantamento dos problemas colocados e tentar dar-lhes uma resposta.
3. Elaborar uma pequena apresentação de todos os filósofos/nomes referidos. (biografia sumária, ideias principais.)
4. Comentar as citações do final.(No caso da ética para o jovem as citações estão no final de cada capítulo, no caso dos manuais encontrar citações dos autores e comentá-las)

Avaliação é feita tendo em conta a qualidade do diapositivo e a apresentação oral 




DATA DE ENTREGA de TODOS OS DIAPOSITIVOS COM OS TRABALHOS: 26 FEVEREIRO  – Segunda- feira PARA - logosferas(arroba)gmail.com

Apresentações orais: 

GRUPO -  1,2,3 -  26 de Fevereiro
GRUPOS- 4,5 e 6 - 1 de Março
GRUPOS - 7 e 8 - 5 de Março


AVALIAÇÃO
DIAPOSITIVO: Compreensão do texto
Investigação
Problematização
Correção da apresentação
Originalidade e qualidade da informação
ORAL:Interesse filosófico
Dinâmica de grupo
Domínio dos conteúdos
Originalidade da apresentação

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Correção da Ficha 3 - Exercícios - Lógica proposicional


1. D "É falso que a acrobacia seja uma arte"

2. a) PVQ

b) P

c) P→ ~Q ^ ~R 



3. Falácia de negação do antecedente. Na segunda premissa do argumento negamos o antecedente da primeira premissa e depois concluímos negando o consequente. Argumento inválido.



4. Conjunção



5. (PVQ)R



6.

A
B
AVB (1ª Pre)
A(2ªPrem)
~B (Conclusão)
V
V
V
V
F
V
F
V
V
V
F
V
V
F
F
F
F
F
F
V



Argumento inválido, tal como consta da primeira linha da tabela, tem premissas verdadeiras e conclusão falsa.



7.Se Francis Bacon é filósofo ou político então não é pintor.

8. “ Hume não é Inglês e não é Irlandês”

9.Modus Ponens:

Se tenho livre arbítrio então não existe destino.

Tenho livre arbítrio

Logo, não existe destino.



10. É falsa, porque uma proposição condicional não pode ser verdadeira se tiver  o antecedente verdadeiro e o consequente falso.



11. “Alguns vampiros não são personagens de ficção”

“Alguns veículos a gasolina são ecológicos”

 LÓGICA INFORMAL


IDENTIFICAR OS ARGUMENTOS:
a) Indução. Faz-se uma generalização a partir de alguns exemplos.

b) Analogia, faz-se uma comparação entre elementos diferentes que têm algo em comum, neste caso ambos se bem semeados dão bons frutos.

IDENTIFICAR FALÁCIAS INFORMAIS

1. Apelo à ignorância. Premissas insuficientes para retirar uma conclusão.

2. Derrapagem. Exagero nas consequências. A CONCLUSÃO NÃO SE SEGUE DAS PREMISSAS.

3. AD HOMINEM. ATAQUE AO HOMEM.PREMISSAS NAÕ RELEVANTES PARA A CONCLUSÃO.

4. PETIÇÃO DE PRINCÍPIO. FALÁCIA DE PRESSUPOSIÇÃO.RACIOCÍNIO CIRCULAR.

BONECO DE PALHA. DISTORÇÃO DAS PALAVRAS DOADVERSÁRIO DE MODO A ENFRAQUECER O QUE ESTE DIZ.

FALSO DILEMA. É DADA UMA OPÇÃO QUANDO EXISTEM MAIS. OMISSÃO DE DADOS.PREMISSAS INSUFICIENTES.

7. APELO A UMA AUTORIDADE NÃO QUALIFICADA.PREMISSAS INSUFICIENTES.FREUD ERA UM PSICANALISTA FAMOSO, NÃO ERAUM ESPECIALISTA EM TABACO.

8. AMOSTRA NÃO REPRESENTATIVA.PREMISSAS NÃO SUFICIENTES.

9. FALSA CAUSA. NÃO HÁ UMA RELAÇÃO DE CAUSA EFEITO ENTRE A PREMISSA E A CONCLUSÃO.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Ficha 3 - Exercícios - Lógica proposicional


Ficha 3 –Exercícios – lógica proposicional



1. A partir de «Se a acrobacia é uma arte, então exprime sentimentos» e de «A acrobacia não exprime sentimentos», por modus tollens, infere-se que


(A) se algo exprime sentimentos, então é arte.

(B) a acrobacia nunca poderá exprimir sentimentos.

(C) a acrobacia é uma arte, mas não exprime sentimentos.

(D) é falso que a acrobacia seja uma arte.


2. Dicionário

P- Sócrates é filósofo

Q – Sócrates é político

R – Sócrates é jurista.

Escreva as fórmulas que traduzem as proposições seguintes.

a) Sócrates é filósofo ou político.

b) É falso que Sócrates não seja Filósofo

c) Se Sócrates é filósofo, então não é político nem é jurista



3. Se J. K. Rowling deseja ocupar um lugar de destaque entre os escritores britânicos, então tem ambição literária.
 Mas J. K. Rowling não deseja ocupar um lugar de destaque entre os escritores britânicos. Isso mostra que J. K. Rowling não tem ambição literária.

O argumento é inválido. Porquê? 

4. Atente na proposição complexa expressa pela frase seguinte.  “Quer Schubert quer Schumann eram compositores.”

Identifique a conectiva que liga as duas proposições simples que a constituem.

5.  Recorrendo ao dicionário apresentado, formalize a proposição seguinte.

Se Cristiano Ronaldo ganhar quatro Botas de Ouro ou três Ligas dos Campeões, ficará na história do desporto.

Dicionário: P: Cristiano Ronaldo ganha quatro Botas de Ouro. Q: Cristiano Ronaldo ganha três Ligas dos Campeões.

R: Cristiano Ronaldo fica na história do desporto.

 6. Mostre que a forma argumentativa seguinte é inválida, recorrendo ao método das tabelas de verdade.

A V B
A
¬B

7. Interprete a fórmula seguinte, tendo em conta o dicionário apresentado.

P = Francis Bacon é filósofo. Q = Francis Bacon é político. R = Francis Bacon é pintor.   (P V Q) → ¬R

8.  O que se segue da afirmação dada, aplicando uma das leis de De Morgan?  “É falso que Hume seja inglês ou irlandês.”

9. Construa um argumento, com a forma modus ponens, cuja primeira premissa seja “ Se tenho livre arbítrio então não existe destino”.

10. Sabendo que A é uma proposição verdadeira e C é falsa determine o valor de verdade de uma proposição com a forma  “ A→ (B^C)”. Justifique a sua resposta.

11. Negue as seguintes proposições:

“Todos os vampiros são personagens de ficção.”

“Nenhum veículo a gasolina é ecológico.”

 Lógica informal:

1.Identifique e avalie os seguintes argumentos:

a. "Outrora as mulheres casavam-se muito novas. A Julieta da peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, ainda não tinha 14 anos. Na Idade Média, 13 anos era a idade normal de casamento para uma rapariga judia. E durante o Império Romano muitas mulheres casavam aos 13 anos, ou mesmo mais novas".
.
b.” Colhe-se o que se semeia. Se plantarmos amoras, colhemos amoras. Se plantarmos cebolas obtemos cebolas. Do mesmo modo quem semeia a guerra não pode esperar obter paz, justiça e fraternidade.”

2. Identifique as seguintes falácias e justifique.

1. O meu médico diz que não há provas que a minha dor de cabeça seja provocada por “falta de vista”, mas também não há provas que não seja, logo, eu tinha razão, as minhas dores de cabeça são mesmo “falta de vista”.


     2. Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.


 3. Einstein foi o criador da relatividade mas é preciso ver que Einstein era judeu e comunista, logo a teoria da relatividade só pode ser mentira.


4. Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente.
5. João: Nós deveríamos ter leis menos rígidas em relação à legislação sobre o tabaco; Joana: Não, estás a dizer que todos deviam suportar a loucura suicida dos fumadores, estás a defender o caos.

6. Ou usas os bens que o capitalismo te disponibilizou e tens de defender o capitalismo ou, se és contra, vais viver sozinho para a montanha e alimentas-te de ervas.

7.
O grande psicanalista Freud fumava, então o fumo deve ser bom.
8. Os alunos do 11ºG leem bastante e são jovens, logo, no presente, os jovens leem mais.
9. Vou ter boa nota no teste porque está Lua cheia e sempre que está Lua cheia eu sei que a sorte está comigo.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Matriz para o 3º Teste de Filosofia - Fevereiro 2018

Bruce Davidson, Gales, 1965




A. Estrutura e Critérios de Avaliação

Grupo I - Questões de V e F ou escolha múltipla 5x10 = 50 Pontos;

Grupo II – Cinco questões de resposta curta. 6x10 pontos = = 60 Pontos

Grupo III -Texto com 3 perguntas- 3x30 pontos =90 Pontos;

(Uma das perguntas é um pequeno ensaio argumentativo. As respostas tem que ser estruturada. Evidenciar domínio dos conteúdos. Fundamentar bem as afirmações. Não ter erros científicos.)

B. Conteúdos e competências específicas.


1. Análise lógica do texto: Identificar o tema e o problema tratado, a tese, o corpo argumentativo e os conceitos.

2. Lógica formal – Proposicional.
a) As proposições e as conectivas proposicionais de conjunção, disjunção, condicional, bicondicional e negação.
b) Traduzir para linguagem simbólica uma proposição dada
c) Traduzir da linguagem simbólica para a natural e identificar as proposições.
d) Saber as regras lógicas da verdade das proposições e da validade dos argumentos.
e) Aplicar o quadrado da oposição para negar proposições.
f) Principais argumentos dedutivos: Aplicar as inferências de Modus Ponens, Modus Tollens, Condicionais, disjunções, leis de Morgan, contraposição e dupla negação.
g) Aplicar as tabelas de verdade para verificar se os argumentos são válidos ou não.
h) Falácias formais – afirmação do consequente e negação do antecedente.

3. O domínio do discurso argumentativo - a procura de adesão do auditório.
a. Distinção entre Lógica formal e informal
b. Principais argumentos informais não dedutivos : Indutivos, por Analogia, de Autoridade qualificada.
c. Avaliação e identificação dos argumentos no texto.
d. Construção de um texto argumentativo onde possa aplicar vários tipos de argumentos.
e. Principais falácias informais: Petição de princípio, ad verecundiam, ad hominem,ad ignorantiam, bola de neve (reação em cadeia), generalização apressada, boneco de palha, falso dilema, falsa causa, falsa analogia e amostra não representativa.


C. Competências gerais:

1. Dominar os conhecimentos exigidos.
2. Compreender as várias regras e aplica-las. de forma correta.
3. Expor de forma clara e objetiva o pensamento.
4. Aplicar os conhecimentos adquiridos a novas situações.
5. Avaliar e identificar os argumentos e teses(conclusão) dos textos.
6. Justificar com razões fortes as afirmações proferidas.
7. Escrever corretamente.

Para detectar e identificar os argumentos falaciosos.


Foto de Cartier Bresson

1. O meu médico diz que não há provas que a minha dor de cabeça seja provocada por “falta de vista”, mas também não há provas que não seja, logo, eu tinha razão, as minhas dores de cabeça são mesmo “falta de vista”.


     2. Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.



 3. Einstein foi o criador da relatividade mas é preciso ver que Einstein era judeu e comunista, logo a teoria da relatividade só pode ser mentira.


4. Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente.



5. João: Nós deveríamos ter leis menos rígidas em relação à legislação sobre o tabaco; Joana: Não, estás a dizer que todos deviam suportar a loucura suicida dos fumadores, estás a defender o caos.



6. Ou usas os bens que o capitalismo te disponibilizou e tens de defender o capitalismo ou, se és contra, vais viver sozinho para a montanha e alimentas-te de ervas.

7. O grande psicanalista Freud fumava, então o fumo deve ser bom.


8. Os alunos do 11ºG leem bastante e são jovens, logo, no presente, os jovens leem mais.


9. Vou ter boa nota no teste porque está Lua cheia e sempre que está Lua cheia eu sei que a sorte está comigo.


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Falácias 1



FALÁCIAS DE NÃO RELEVÂNCIA

( Quando as razões são logicamente irrelevantes embora possam psicologicamente ser relevantes)
1. Argumentum ad populun (apelo ao povo) quando se apela ao que a maioria das pessoas faz, ao “espírito das massas”.
2. Argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) quando para destruir o argumento de alguém tenta-se destruir a pessoa.

FALÁCIAS DAS PREMISSAS INSUFICIENTES:
(Quando a indução é fraca e as premissas embora relevantes não são suficientes para justificar a conclusão)
3. Argumentum ad verecundiam (apelo ao uma autoridade não qualificada). Quando para se justificar algo se recorre a uma autoridade que não é digna de confiança ou que não é uma autoridade no assunto.
4. Argumentum ad ignorantiam (apelo à ignorância). Quando as premissas de um argumento estabelecem que nada se sabe acerca de um assunto e se procura concluir a partir dessas premissas algo acerca do assunto.
Exemplos:Os fantasmas existem! Já provaste que não existem?
Como os cientistas não podem provar que se vai dar uma guerra global, ela provavelmente não ocorrerá.
5. Generalização apressada . Quando se extrai uma conclusão de uma amostra atípica e não significativa.
Exemplos: Fred, o australiano, roubou a minha carteira. Portanto, os Australianos são ladrões. (Claro que não devemos julgar os Australianos na base de um exemplo).
6. Amostra não representativa: Os alunos do 11ºAno desta escola leem muito. São jovens, logo, hoje em dia os jovens leem mais.

7. Falsa Causa. Quando a ligação entre premissas e conclusão depende de uma causa não existente. Os argumentos causais são os argumentos onde se conclui que uma coisa ou acontecimento causa outra. São muito comuns mas, como a relação entre causa e efeito é complexa, é fácil cometer erros. Exemplo de uma Falsa Causa: Ganho sempre ao poker quando levo uma camisa preta. Amanhã, se levar a camisa preta também ganharei.
8. Reação em cadeia (derrapagem). Quando as premissas apresentam uma reação em cadeia com uma probabilidade mínima de acontecer.
Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.
Se eu abrir uma exceção para ti, terei de abrir exceções para todos.

9. Espantalho ou boneco de palha: Quando se deturpa o argumento adversário de modo a torná-lo mais fácil de atacar. Exemplo: Não pode estacionar o carro no passeio porque impede as pessoas de passarem! Estou a ver quer que eu estacione o automóvel no meio da rua.
10. Falsa analogia: Quando se faz uma comparação entre duas coisas que têm diferenças que não podem ser ignoradas porque são determinantes.

11. Falso dilema: Coloca apenas duas alternativas como se fossem únicas quando há mais alternativas possíveis. Exemplo: Ou tomas uma atitude violenta ou és vítima de "bulling". se não queres ser vítima então tens que ser carrasco.

FALÁCIAS DE PRESSUPOSIÇÃO
12. Petitio principii (Petição de princípio). Quando o que devia ser aprovado pelo argumento é já suposto pelas premissas.
Exemplos: Dado que não estou a mentir, segue-se que estou a dizer a verdade.
Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente. (Neste caso teríamos de concordar primeiro que Deus existe para aceitarmos que ele escreveu a Bíblia.)

Falácias Informais

Falácia do Espantalho