segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ficha sobre os valores

Ficha de aplicação de conhecimentos adquiridos:

As frases seguintes referem-se a diferentes tipos de valores. Procura identificá-los:

1. A tortura é uma violação inaceitável dos direitos humanos. ( Trata-se de um juízo sobre os direitos humanos que são valores ético/políticos)
2. Tem músculos de aço. (Trata-se de um juízo sobre a força que é um valor vital)
3. É mais belo um Ferrari do que a Vénus de Milo. (Trata-se de um juízo sobre a beleza que é um valor estético)
4. A desvalorização do Euro não convém à Europa. (Trata-se de um juízo sobre a moeda/dinheiro que é um valor útil.
5. Traiu a confiança dos seus amigos. (Trata-se de um juízo sobre a confiança e sobre a amizade, ambos valores éticos.)
6. A única super-potência é Deus. (Trata-se de um juízo sobre Deus que é um valor religioso)
7. A democracia é o pior dos regimes exceptuando todos os outros. (Trata-se de um juízo sobre a democracia que é um valor político.)

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1. O que é a questão dos critérios valorativos?
2. O que caracteriza os juízos de facto?
3. O que caracteriza os juízos de valor?

4. Considere os seguintes juízos:
a. O Holocausto foi moralmente horrível. (juízo de valor)
b. O Holocausto é considerado moralmente horrível.
c. A liberdade é mais importante que a justiça.
d. A justiça é mais importante que a liberdade.
e. Se a justiça é mais importante do que a liberdade, a liberdade é menos importante que a justiça.
f. Muitas pessoas valorizam a liberdade.
g. É bom que as pessoas valorizem a liberdade.
h. Há quem julgue que não é bom valorizar a liberdade.

Quais destes juízos são juízos de facto? Quais são juízos de valor?

TAXINOMIA/TÁBUA DE VALORES

Uma taxinomia é uma classificação. No caso dos valores isto implica uma hierarquia, isto é, uma classificação onde se seleccionam e comparam os valores. esta hierarquização organiza os valores de acordo com um critério valorativo que considera os valores espirituais superiores aos valores vitais ou de utilidade porque são duradouros e são transversais a culturas e à subjectividade humana.

Tábua de valores de Max Scheller, adaptada por Ortega y Gasset

1. Valores úteis
caro-barato
abundante-escasso
necessário-supérfluo
Capaz - incapaz

2. Valores vitais
são-doente
selecto-vulgar
enérgico-inerte
forte-débil

VALORES ESPIRITUAIS:
1. Intelectuais:
conhecimento-erro
exacto-aproximado
evidente-provável
Verdadeiro -Falso

2. Éticos/Morais
bom-mau
bondoso-ardiloso
justo-injusto
leal -desleal
honesto - desonesto

3. Estéticos
escrupuloso - desleixado
belo-feio
gracioso-tosco
elegante-deselegante
harmonioso-desarmonioso
4. Religiosos
sagrado-profano
divino-demoníaco
supremo-derivado
milagroso-mecânico

sábado, 28 de novembro de 2009

Os Valores

Da acção aos valores.A teoria para poder analisar a prática.A nossa acção é motivada por valores. Consciente ou inconscientemente, movemo-nos porque desejamos e queremos algo que nos parece desejável.
Os valores orientam a nossa acção e as nossas escolhas, os nossos juízos sobre nós, os outros e o mundo.

O que são os valores:Os valores não são ideias, porque as ideias definem-se intelectualmente, enquanto os valores implicam a nossa afectividade, emoção e preferências.
Por exemplo a Honra é uma ideia, se apenas a definirmos, é um valor se desejarmos que as nossas acções tenham essa qualidade.

Os valores são qualidades que atribuímos às coisas, acções, pessoas.
Por isso não valem apenas por si, têm que ter um suporte onde são aplicados.

Juízos de facto e juízos de valor:Juízos de facto são descritivos das propriedades objectivas de uma coisa, acção ou pessoa.
Têm valor de verdade independentemente do sujeito.
Os juízos de facto enunciam qualidades primárias e objectivas sobre as quais não há discussão porque são aceites universalmente.



Exemplo. Isto é uma pintura a óleo de Gauguin,pintada em 1888 e intitulada “Les Alychamps



Os juízos de valor são normativos, dizem-nos como devemos avaliar as coisas.
Se têm valor de verdade? Talvez sim, talvez não. Não são independentes das nossas crenças, gostos e da nossa cultura. (Há quem defenda contudo que são independentes dos nossos gostos, que os objectos têm um valor em si)

Exemplo: Este quadro é muito expressivo, gosto do jogo de claro/escuro.



Tipos de valores e critérios valorativos:

Há vários tipos de Valores: estéticos, éticos, vitais, materiais, religiosos etc:
Quando damos valor a algo exprimimos mesmo sem saber um critério valorativo:

Exemplo: Prefiro a pintura figurativa à abstracta.
Porquê?Para emitir um juízo de valor temos critérios valorativos. Estes servem para fazermos uma hierarquização dos valores e determinar as nossas preferências. São padrões de avaliação, regras de procedimento. Mas também nos servem para justificar as nossas preferências, para as explicar.

Uma forma de hierarquizar os valores:

Há valores Absolutos e valores Relativos. Os valores absolutos são independentes das épocas e das pessoas. Os valores relativos dependem da cultura, da época e da pessoa.
Há valores meio: Que não têm valor em si, mas têm valor como meio para atingir outros valores. Por exemplo: o dinheiro.
Há valores que valem por si, a amizade ou a liberdade. Que são um fim em si e não o meio para atingir através deles outros valores.
Os valores que valem por si são considerados superiores aos valores meio. Por isso muitos filósofos elaboraram uma tábua de valores, usando determinados critérios para hierarquizar os valores, isto é para considerar determinados valores superiores a outros.

Na próxima lição falaremos de uma tábua de valores a de Max Sheller.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Trabalho sobre a leitura de uma obra: "Apologia de Sócrates"


Consulta e leitura da obra aqui
(Se lerem a partir da Net lêem 8 capítulos)


Trabalho de grupo:
Objectivos: leitura e análise de uma obra filosófica.

Grupo de 3 Alunos.


Guião para análise da obra:

1. Descrição da situação histórica da obra: identificação das personagens, da situação e da época.

2. Identificar os problemas filosóficos colocados.

3. Referir os principais argumentos utilizados por Sócrates em sua defesa.

4. Problematizar o desfecho do julgamento. Colocar questões.

5. Elaborar um comentário final à obra.


Divisão do texto.

1ª Parte: de 17 a 24b

2ª Parte: de 27b até 30c

3ª Parte: de 30c a 35 e

4ª Parte: de 35e a 42

BOM TRABALHO!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ficha Formativa 2

Determine o valor de verdade de cada uma das proposições.

1. Acontecer e agir são conceitos diferentes.____
2. Toda a acção é um acontecimento mas nem todo o acontecimento é acção._____
3. O acontecimento não tem intencionalidade, a acção sim.__________
4. Agente é aquele que é dotado de consciência e intencionalidade.______
5. Em qualquer circunstância uma pessoa é um agente________
6. Quando há uma pessoa há acção._______
7. Logo, agir é fazer algo, basta fazer para agir._______
8. Tudo o que fazemos é um acontecimento, mas nem todo o acontecimento resulta de um fazer algo._____
9. A diferença entre fazer e acontecer é a presença de algo ou alguém que produz.______
10. É condição suficiente para haver acção haver um agente consciente._______
11. É condição necessária para haver acção haver um agente consciente._________
12. Por intencionalidade entende-se o significado da acção.________
13. A intenção implica um agente com crenças e desejos._________
14. As acções involuntárias e não intencionais são acções._________
15. A condição suficiente para haver acção é a intencionalidade._____
16. A intencionalidade já pressupõe a presença do agente , consciente e de um propósito.________
17. Uma acção forçada é uma acção onde a vontade do agente não é livre.______
18. Nem o motivo, nem a intenção podem explicar uma acção.________